Cirurgia Bariátrica e Fertilidade

Tiane Brites 11 de março de 2010 3 2.558 visualizações   
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O impacto da obesidade na saúde reprodutiva de mulheres em idade fértil é grande e cria dificuldades específicas para a gravidez.

A maioria destas mulheres engravida sem ter planejado, uma vez que a obesidade reduz a fertilidade, sendo que aquelas que conseguem conceber apresentam um elevado risco de desenvolverem hipertensão, diabetes e outros fatores de risco para a gestação, prejudicando o neonatal.

Além disso, mulheres obesas que desejam engravidar pouco respondem a tratamentos que induzem a ovulação, mesmo quando grandes doses de gonadotrofina são administradas. Técnicas de fertilização in vitro e injeção intra-citoplasmática de esperma têm seu resultado afetado por causa da obesidade, existindo um grande risco de aborto nas
seis primeiras semanas da sua implantação.

Há uma forte associação entre obesidade e infertilidade e, a perda de peso pode resultar em um aumento da fecundidade em mulheres obesas. Portanto, essa perda é importante em mulheres severamente obesas e que desejam engravidar.

Mulheres em idade fértil, com IMC > 30 kg/m2 têm buscado a cirurgia bariátrica como o método mais eficiente para o tratamento da obesidade e consequentemente a eliminação das morbidades gestacionais como: diabetes e hipertensão gestacionais, pré-eclampsia, macrosomia fetal, partos com cesariana e complicações com anestesias.

Metade das mulheres que se submetem a cirurgia bariátrica não estão ovulando.

Após o procedimento cirúrgico, o ciclo menstrual e a ovulação se normalizam e assim, conclui-se que a perda de peso está intimamente associada com a disfunção hormonal.

Com os resultados positivos da gastroplastia, o período menstrual e a ovulação se regulam. Desta maneira, as mulheres engravidam seguidamente à cirurgia, pois há a recuperação da fertilidade anteriormente seqüestrada pelo sobrepeso.

Conclui-se que o excesso de peso traz efeitos deletérios para todo organismo. Em especial nas mulheres, a infertilidade. Logo, a obesidade deve ser tratada utilizando-se as ferramentas disponíveis, e quando indicado, realizar o procedimento cirúrgico. Não podemos esquecer que concomitantemente com a cirurgia, nós, profissionais da saúde,
devemos promover mudanças de hábitos do paciente através de uma dieta saudável e balanceada. Mesmo porque, durante a gestação, a alimentação deve ser rigorosa quanto à ingestão de micronutrientes, que está correlacionada com menores chances de desenvolvimento de deficiências tanto para a mãe quanto para o bebê.

FONTE: Ana Carolina Assad – Estagiária de Nutrição em Saúde Coletiva pelo Centro Universitário São Camilo/SP



3 Comentários »

  1. Joyce 11 de março de 2010 at 14:40 - Reply

    Oba!
    Ainda bem, pretendo ser mamãe logo logo e hoje to com a minha saúde em dia!

  2. Macaco Pipi 11 de março de 2010 at 17:11 - Reply

    ESSE MUNDO TA PERDIDO!

  3. Cristiane Pereira 4 de maio de 2010 at 18:48 - Reply

    Tenhao que tomar muito cuidado… Por isso desde o principio ja utilizo o anticoncepcional em forma de adesivos para nao ter nenhuma surpresinha… risos

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