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Cirurgias de redução de estômago por videolaparoscopia passarão a ser pagas por convênios a partir de janeiro de 2012

Cirurgias de redução de estômago por videolaparoscopia passarão a ser pagas por convênios a partir de janeiro de 2012

Minimamente invasiva, a técnica oferece menor tempo no pós-operatório, menos dor para o paciente e alta hospitalar precoce.

A obesidade é um problema que tem afetado milhões de pessoas no mundo e cuja incidência também aumenta no Brasil. Estudos são realizados em diferentes países para entender os mecanismos que levam ao excesso de peso, assim como existem pesquisas para medicamentos. Sabe-se que um programa de atividade física personalizada, reeducação alimentar e, se necessários, remédios ajudam. Porém, quando a obesidade atinge um grau severo, levando ao desenvolvimento de doenças metabólicas e outros problemas clínicos, porque o paciente não responde a nenhum dos métodos, o procedimento cirúrgico passar a ser o mais indicado.

Quando o caso requer este tipo de intervenção, para oferecer ao paciente maior conforto no pós-operatório, a técnica cirúrgica mais indicada na realização da cirurgia bariátrica é por Videolaparoscopia. “A operação de redução do estômago por meio de Videolaparoscopia é um procedimento feito com a ajuda de uma microcâmera, que torna o procedimento menos invasivo, uma vez que são feitas pequenas incisões no abdome. Com esta técnica, as complicações com a própria ferida cirúrgica são menores, o tempo de internação e de recuperação também é menor. A tendência mundial na área de cirurgia bariátrica é a de oferecer mais qualidade de vida ao paciente”, relata Dr. Luiz Vicente Berti (CRM-SP 62294), cirurgião do aparelho digestivo e diretor do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e da International Federation for Study of Obesity (IFSO).

No Brasil, a vídeolaparoscopia ainda não era uma técnica acessível a todos os pacientes que necessitassem desse tipo de procedimento – mas a situação deverá mudar já em janeiro de 2012, pois os convênios de saúde deverão incluir essa cirurgia no rol de procedimentos e eventos em saúde, de acordo com decisão da Agência Nacional de Saúde e do Conselho Federal de Medicina. “A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) criou uma campanha com o tema “Obesidade sem marcas” e consideramos o impacto dessa ação muito positivo, pois contribuímos para o debate e a mudança das regras”, comemora Dr. Berti. “A Videolaparoscopia é um método menos invasivo que representa uma economia aos planos a médio prazo, devido à redução dos dias de internação e da menor incidência de complicações. Devemos valorizar o bem-estar do paciente”, completa o médico.

A cirurgia – Minimamente invasiva e aplicável em todas as técnicas cirúrgicas, a Videolaparoscopia representa uma importante evolução tecnológica da medicina. Nela, são feitas de quatro a sete mini-incisões de 0,5 a 1,2 centímetros cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. “Das quase 60 mil cirurgias bariátricas realizadas em 2010 no Brasil, 35% foram feitas via Videolaparoscopia. A taxa de mortalidade média é de apenas 0,23% – abaixo do índice de 1% estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, contra 0,8% a 1% da cirurgia aberta (laparotomia)” revela Dr. Luiz Vicente Berti.

Custo x benefícios -A Videolaparoscopia, por ser uma cirurgia minimamente invasiva, oferece inúmeros benefícios sobre a cirurgia convencional. Para os especialistas, as vantagens oferecidas pela técnica são várias.

Dentre eles destacam-se:

- Menor dor no pós-operatório

- Menor tempo de internação

- Melhor resultado estético, com cicatrizes menores

- Retorno mais rápido às atividades rotineiras

- Menor índice de infecção.

De acordo com o Dr. Luiz Vicente Berti, a cirurgia bariátrica por Videolaparoscopia dura, em média, entre 40 minutos e 1 hora e 30 minutos. E nela é realizado de quatro a sete pequenas incisões de 0,5 a 1,2 centímetros. Já no pós-operatório, os benefícios são ainda maiores, pois ocorre uma dor mínima por um dia ou ela é quase inexistente (característica mensurada pela quantidade de analgésicos consumidos pelo paciente), alta hospitalar precoce e retorno mais rápido às atividades laborais, por volta de 7 a 10 dias, enquanto que na cirurgia aberta, o paciente fica, no mínimo, três dias internado e leva de 30 a 50 dias para voltar à rotina normal. Outro ponto observado é que a Videolaparoscopia ainda apresenta menor risco de infecções, além de resultar em pequenas cicatrizes.

Na avaliação do Dr. Luiz Vicente Berti não existem contraindicações extremas para a não-realização de cirurgias videolaparoscópicas. “Em alguns casos, encontramos contraindicações relacionadas ao paciente ou ao seu estado de saúde, como pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares graves e cirurgias abdominais prévias extensas. Mas, a maior parte dos pacientes são elegíveis a esse tipo de procedimento menos invasivo. Quanto ao custo o que deve ser avaliado é o benefício que a técnica oferece, uma vez que o paciente recebe alta hospitalar em menos de 36 horas”, finaliza.

FONTE: Portal Fator Brasil

Fundadora do MagraEmergente.com, ex-obesa mórbida, tendo emagrecido mais de 85kg após cirurgia de redução de estômago.

8 Comentários para “Cirurgias de redução de estômago por videolaparoscopia passarão a ser pagas por convênios a partir de janeiro de 2012”
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