Como o tratamento psicológico pode ajudar na cirurgia bariátrica


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outubro 18, 2009 por Tiane Brites  
Arquivado em Cirurgia bariátrica

Como o tratamento psicológico pode ajudar na cirurgia bariátrica 609x250 Como o tratamento psicológico pode ajudar na cirurgia bariátrica

Ao contrário do que muita gente pensa, ser obeso (na maioria das vezes) não é uma escolha de vida. Envolve uma série de fatores como os hormonais, sociais, psicológicos etc.  A obesidade é sim uma DOENÇA que pode ser difícil tratar. Sendo o acompanhamento psicológico uma ajuda muito importânte para que o paciente passe por toda a transição que a cirurgia bariátrica oferece.

Já conversei com algumas pessoas que questionaram o motivo de eu ter feito acompanhamento psicológico no preparo para a cirurgia bariátrica, simplesmente por entender que é só ir no centro cirúrgico, fazer a cirurgia e ficar magro.

E quando digo que a cirurgia de redução de estômago não faz milagres e ainda que, se trata somente de uma ferramenta que um certo dia vai quebrar e dali para frente, cabe a nós, pacientes, a fazermos a manutenção dela, ou seja, praticar a reeducação alimentar, exercícios físicos e os acompanhamentos frequentes ao cirurgião bariátrico, nutricionista e psicólogo, para garantir que estamos seguindo o caminho correto e termos bons resultados.

No princípio, quando meu plano exigiu que eu seguisse o protocolo deles e participasse do grupo de obesidade, achei uma perda de tempo. Era somente, pra mim, uma forma de fazer com que o paciente perdesse a vontade de fazer a cirurgia e com isso, o plano teria menos um gasto. Mas depois que comecei a participar ativamente do grupo, que contava com a excelente psicológa Dra. Fabiana Almeida, fui percebendo que era muito mais do que imaginava…  Era uma forma de um plano de saúde garantir o sucesso de todo o processo da cirurgia bariátrica, prestando o suporte com a equipe multidisciplinar e vi que, com isso, eles gastariam menos dinheiro, pois pela lógica, quanto melhor for a instrução e preparo do paciente, melhor serão os resultados. Por isso o meu plano e de muitos outros, investem nesse tipo de preparo pré e pós-bariátrico.

Mas de nada adianta, o paciente participar de tudo isso e não se propor a contribuir.  O paciente tem sim que pesquisar muito a respeito, levar seus questionamentos à sua equipe multidisciplinar e não se limitar pelo que foi passado. Existe muita gente assim, infelizmente. Elas se propoem a fazer a gastroplastia e entram e saem de lá, sem o mínimo conhecimento do quão grande serão as mudanças, tanto físicas quanto emocionais.

Quando o paciente vê que não conseguiu eliminar nem 20% do excesso de peso, simplesmente coloca a culpa na técnica cirúrgica e não olham para o próprio umbigo, para se avaliar, verem onde podem ter falhado também. Porque é sempre bem mais fácil culpar terceiros pelos nossos fracassos.

A gastroplastia força com que o paciente mude completamente seu comportamento alimentar, provocando a perda de peso de forma bem rápida. E às vezes, nem sempre o lado psicológico acompanha essa velocidade. A ficha demora a cair e perceber as mudanças que o corpo vem sofrendo. E aí que entra o psicólogo, para auxiliar desde antes da cirurgia bariátrica ao paciente entender essas mudanças e saber lidas com elas.

Eu fiz acompanhamento psicológico com a Dra. Fabiana Almeida, desde antes de me submeter à redução de estômago. O protocolo do meu plano de saúde começou em agosto/2006 e permaneci nele até janeiro/2007, quando fui liberada pela psicológa com um laudo por escrito, dizendo que eu estava apta do ponto de vista psicológico a me submeter a este cirurgia.

Infelizmente, não temos como prever o que a obesidade representa para cada um, já que somos únicos. No meu caso foi uma mistura de diversos fatores: disfunção na glândula da tireóide, desleixo alimentar, justificativa para me isolar das pessoas etc. Para outras pessoas, a obesidade pode significar força, sentimento de poder. Então, imagine uma pessoa que tem a ligação de força com a obesidade e que, de um mês para o outro, se vê por exemplo, 20kg mais magro? Tudo isso mexe e muito com o lado psicológico do obeso e por vezes, alguns deles boicotam o tratamento.

E o mais importante de tudo: essas mudanças não interferem apenas o paciente e sim, toda a família, amigos do trabalho, colegas etc. O período é de adaptação para TODOS, já que sempre fomos vistos como obesos, cansados, sem disposição, com uma alimentação sempre farta. E o que acontece? Com a perda de peso, ficamos mais ativos, menos inseguros e com mais vontade de viver e isso, por incrível que pareça, gera estranhamento pelas pessoas e elas, normalmente, não sabem como agir diante a tudo isso.

Por isso e por diversos outros fatores, eu digo que o acompanhamento psicológico é fundamental para as mudanças que o corpo está sofrendo de forma tão rápida.

E você, acha que o acompanhamento psicológico é importante ao paciente? Você fez/faz?

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Comentários

5 Respostas para “Como o tratamento psicológico pode ajudar na cirurgia bariátrica”
  1. Jehh disse:

    Oiss Tiane
    Eu tb achava q grupo pre era perca tempo …. q era tudo enrolaçao … mais hoje eu vi .. q é muito util … o grupo da pre no meu convenio é obrigatorio .. entao todo mundo faz .. agora grupo pos não .. entao só volta quem quer… eu fui unica q voltei pro grupo da pos da galera q fez curso comigo da pre…
    Logo depois da Ciru. eu tive acompanhamento em casa mesmo … da Nutri vinha 2x por semana , fisio 1x mes pra explicar os exercios e tals e psico era 1x por semana ( e foi mto bom pq eu fiquei mto irritada no 1 mes…rsrs )
    acho fundamental psicologa ou psiquia. para nos conhecermos melhor .
    Como eu fazia acompa. antes com psiquia. voltei na minha mesmo . mais como já estou sem remédios dela entao ela falo pra eu terapia e tals…. e agora retorno é só em 2 meses…
    mais estou indo na psico toda semana …. e no grupo da pos tb q é toda terça sempre altera com psico e nutri .
    é isso …rs
    beijaoooo

    ps: Realmente tem pessoas q acha cirurgia é milagrosa…
    aff acredita q eu ouvi de gastropla. q não esta emagrecendo .. galera pergunto se ela tava fazendo ativid fisica. ela respondeu ” eu era sedentaria antes da cirurgia … não é pq eu fiz cirurgia q vou ficar fazendo atividade fisica” sem comentarios … entao ela q nao reclame depois …. [

  2. Nany Ribeiro disse:

    Hoje estou no meu 9 dia de operada, não esta sendo nada facil me acostumar a viver com liquidos, morro de vontade de mastigar alguma coisa, por estar ainda em repouso do pós operatório fico muito em casa, não recebo visitas e também não tem ninguém para sair comigo. Mas confio em Deus e em mim e juro que vou chegar até o fim, vou vencer meus traumas e meus dramas e vou chegar lá…
    Aguardem notícias…….Bjsssssssss

    • cintia disse:

      Nany, estou torcendo por vc, tenha Fé em deus que vc consiguira sim… estou me preparando para esta cirurgia.. se nao tem ninguem pra sair c vc , chame por Deus e saia c ele, ele esta sempre a teu lado…. boa sorte!!!! bjinhussss

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Veja outros comentários...
  1. [...] além de contar sobre o meu emagrecimento, após a redu ão de estômago. fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  2. [...] que é só ir no centro cirúrgico, fazer a cirurgia e ficar magro. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]



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