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Ganho de peso após a cirurgia bariátrica. O que fazer?

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Ranking do Perigo

1-Pessoas que têm o hábito de beliscar. De pouco em pouco acabam comendo muito. Chegam a 2.800 calorias por dia.

2-Comedores de doce compulsivos. Sobretudo se não sentirem o dumping (náuseas e fraqueza relacionadas ao esvaziamento rápido do estômago), que surge em pacientes operados após o consumo de alimentos doces ou gordurosos.

3-Grandes bebedores de álcool ou refrigerantes. Com o tempo podem recuperar a capacidade de ingerir líquidos de forma ilimitada.

Aliado importante

As consultas pré e pós-operatórias devem estimular o paciente a mudar seu comportamento em vez de depositar todas as esperanças na mesa de operação. Este apoio é o primeiro passo para ter sucesso, por isso as equipes são multidisciplinares, compostas de cirurgião, nutricionista, fisioterapeuta, endocrinologista, psicólogo e enfermeiros.

Mas os ex-obesos nem sempre participam. Por mais que o médico recomende, é comum fugir do psicólogo e faltar nos retornos ao nutricionista. No primeiro ano, normalmente as consultas são mensais. Alcançado o peso saudável, elas passam a ser trimestrais ou semestrais e a partir do terceiro ano tornam-se anuais. Portanto, se você quer chegar lá, faça tudo conforme o figurino. Não sinta-se auto suficiente e abandone os seus acompanhamentos.

A recaída destes pacientes que voltam a engordar, representam 15% dos operados, é explicada pela alta expectativa em relação ao procedimento. O paciente cria uma grande euforia em relação à cirurgia. Ele acredita que voltando a ser magro todos os seus problemas serão solucionados. Ele acha que conseguirá um emprego, retomará sua vida amorosa e social. Enfim, projeta na cirurgia a mudança de toda uma vida. O tempo passa e algumas expectativas são frustradas, a partir daí ele volta a utilizar novamente a comida como válvula de escape.

O paciente operado leva até dois anos para estabilizar seu peso. Porém, o primeiro ano é considerado a “lua-de-mel”, pois é quando os efeitos mais imediatos aparecem, já que a perda de peso chega a 75kg e em outros, bem mais. A partir daí, quando o processo de perda de peso é mais lento e as mudanças “incríveis” no dia-a-dia não acontecem, o paciente volta ao pesadelo de engordar.

Outras medidas úteis

– Antes de operar, converse com o nutricionista para avaliar seus hábitos alimentares. Se gostar de beliscar ou for loucamente apaixonado por doces, pergunte sobre estratégias para contornar essas tendências.

– O psicólogo o ajudará a perceber se suas expectativas são reais: você pretende ter peso saudável ou deseja ficar magérrimo quando sua estrutura não permite? Ele também o ajudará a entender se está usando o excesso de peso como defesa contra dificuldades que não consegue administrar e a procurar outros recursos.

– Depois da cirurgia, não espere solução mágica. Mesmo que haja grande perda de peso no início, para manter a nova silhueta será preciso corrigir seus hábitos.

– Quanto à dieta, no primeiro mês você só receberá líquidos, depois começará a ingerir alimentos pastosos. Assim que voltar a se alimentar, procure fazer de cinco a seis refeições por dia. E não deixe de ingerir proteína animal. Um bife dá mais trabalho para comer do que purê de batata e caldinho de feijão, pois precisa mastigar mais. No entanto, é fundamental consumir proteínas para preservar a estrutura muscular, ensina a nutricionista Silvia Faria.

– Até chegar ao peso saudável (e às vezes até mesmo depois) você precisará de suplementos de vitaminas, minerais, proteínas e óleos essenciais. Consulte seu médico.

– Invista nos exercícios físicos. Eles colaboram para eliminar o que interessa, a gordura, e preservar a massa muscular. O fisioterapeuta pode orientá-la.

– Se tiver qualquer dificuldade, abra o jogo. Solicite apoio.

Correndo atrás do prejuízo

O que fazer para contornar a recuperação de peso depois da cirurgia

Ajustar a dieta e praticar exercícios físicos. Fracione as refeições e converse com um profissional de nutrição que apontará eventuais mudanças. Também vale a pena investir nos exercícios físicos, mesmo que seja uma caminhada de meia hora por dia.

Operar novamente. Medida controversa que requer indicação precisa. Pode-se substituir uma técnica pouco vantajosa por outra mais eficiente. Trocar a banda gástrica ajustável (colocação de um anel de silicone na entrada do estômago a fim de reduzir sua capacidade) pelo bypass gástrico. Tentar nova abordagem como a cirurgia de Santoro, que encurta o intestino para a comida chegar mais rápido ao ponto em que se libera o hormônio da saciedade, de modo que o paciente fique satisfeito comendo menos. Outra possibilidade é empregar o Stomaphix, uma espécie de máquina de costura que faz algumas pregas no estômago para reduzir sua capacidade. A técnica, feita por via endoscópica (portanto, sem cortes), foi introduzida no Brasil em julho de 2008. Mas ainda não há estudos mostrando se neste caso o paciente não torna a engordar.

Fundadora do MagraEmergente.com, ex-obesa mórbida, tendo emagrecido mais de 85kg após cirurgia de redução de estômago e futura nutricionista.

343 Comentários para “Ganho de peso após a cirurgia bariátrica. O que fazer?”
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