Fim do pânico da anestesia281 visualizações |
O principal papel da anestesia é fazer com que o paciente fique inconsciente, sem dor e sem reação às manobras do cirurgião durante a cirurgia. Mas mesmo com tantos benefícios, ela ainda é fonte de muito medo e ansiedade para a maior parte das pessoas. Confira o que evoluiu nessa área para que você encare tranquila essa importante etapa da plástica
Não é raro encontrar alguém que adia a plástica com receio da anestesia. Mas afinal, porque ela provoca tanto medo? Tudo vem lá de trás, de um tempo em que não eram usadas drogas muito seguras e não havia tantos parâmetros de monitoramento durante a cirurgia. Atualmente, isso não passa de mito, já que, como tudo na Medicina, a anestesia evoluiu, os profissionais estão mais especializados e o procedimento, como um todo, mais seguro. E, acredite, não há com o que se preocupar.
Há pouco mais de dez anos (ou seja, nem tanto tempo assim) não existiam aparelhos de monitoramento durante a cirurgia, nem mesmo em anestesias gerais. A função que hoje é exercida pelo oxímetro, aparelho colocado na ponta do dedo para avaliar a saturação de oxigênio, era realizada pelo “olhômetro”. Hoje, todo centro cirúrgico é equipado com diferentes aparelhos que monitoram o paciente durante todo o procedimento. É desse tempo ainda sem muito conhecimento que nasceu outro medo: os possíveis riscos e consequências que a anestesia pode oferecer ao paciente. E não há como negar – os riscos existem sim, ainda que pequenos. Para diminuir as chances de riscos, a melhor arma é se cercar de bons profissionais e hospitais de credibilidade. “O mais importante é o paciente conhecer seu cirurgião, pois um plástico de sucesso não terá um anestesista incompetente em sua equipe. Além disso, é fundamental escolher corretamente o hospital onde será realizada sua cirurgia. Muitos pacientes entram em hospitais que não deveriam sequer estar em funcionamento. São lugares que não são visitados pela Vigilância Sanitária e sem a menor conservação de equipamentos e, às vezes, até sem máquinas suficientes para uma boa anestesia”, avalia a anestesista Adriana Sauberman, da Clínica de Estética e Cirurgia Plástica Vitée (RJ).
Isso é fato
Para o período durante a cirurgia, tudo está preparado para que ela aconteça da melhor e mais segura forma possível. Porém, existem dois momentos que exigem uma atenção especial. “Nós comparamos a anestesia com um avião. Os problemas ocorrem mais frequentemente na indução e no despertar”, comenta a Dra. Adriana. Na indução da anestesia, antes da cirurgia, podem ocorrer reações anafiláticas a algumas drogas, podendo ser revertidas ou não. Já no despertar, dependendo do perfil do paciente, podem surgir complicações. Quem fuma, por exemplo, tem uma quantidade enorme de secreção que pode provocar engasgo.
Diante de tudo isso, surge outra recomendação: lembre-se de não esconder nada do seu cirurgião plástico e anestesista. Informe os profissionais sobre acidentes de anestesia ocorridos com familiares, alergia a determinados medicamentos e nunca esconda o uso de drogas, porque algumas delas interagem com anestésicos e os resultados podem ser catastróficos.
Calma, isso é normal
Ao acordar da anestesia, alguns sintomas são bastante comuns. O mais frequente deles é o frio, pois a pessoa perde calor para o meio em que se encontra – neste caso, uma sala cirúrgica com ar condicionado ligado e, assim, bastante fria. Também é comum vomitar. “Isso acontece tanto por sensibilidade quanto por uso de analgésicos potentes, como morfina e seus derivados, que causam náuseas e vômitos em grande parte da população. Os familiares não precisam ficar assustados, pois esta é uma reação perfeitamente normal”, tranquiliza a Dra. Adriana Sauberman.
Nesse período, pós-anestesia, é importante relatar aos profissionais tudo o que estiver sentindo, mesmo que pareça normal ou pouco relevante, para que ele tenha o controle do seu quadro. E não hesite em perguntar e questionar tudo o que quiser.
EVOLUÇÃO CONSTANTE
Se antigamente a anestesia era controlada na base do “olhômetro”, hoje a tecnologia cumpre muito bem esse papel. Confira alguns dos equipamentos que participam da cirurgia e garantem a segurança.
Oxímetro: é um aparelho que é colocado na ponta do dedo para avaliar a saturação de oxigênio do paciente.
Bis: mede o nível de consciência do paciente, com sedação ou anestesia geral. Dessa forma, evita que seja administrado anestésico em excesso, mas sim o suficiente para não ter dor nem consciência.
Analisadores de gás: é um parâmetro de monitoração que mostra o percentual de oxigênio inalado pelo paciente junto com o anestésico. Mostra também a quantidade de anestésico inalado e exalado.
Vaporizador: recipiente onde é colocado o anestésico em sua forma líquida para que ele passa para vapor, entrando pelo tubo traqueal do paciente e fazendo com que ele seja anestesiado aos poucos.
Monitores: eles medem a pressão arterial no modo automático, de um em um minuto.
Capnógrafo: faz a verificação ininterrupta da quantidade de gás carbônico nos pulmões. “O capnógrafo é a prova de que o paciente está vivo. Está trocando oxigênio com anestésico inalatório por gás carbônico, que é exalado dos pulmões de todos nós, pacientes ou não”, complementa a anestesista Adriana.
Conheça seu ANESTESISTA
Assim como você senta em consulta com seu cirurgião plástico, é indispensável encontrar o anestesista antes de passar pela cirurgia. É nessa hora que você vai tirar todas as dúvidas, passar seu histórico e receber as orientações necessárias, como fazer jejum e manter ou suspender medicamentos.
Ao conhecer o perfil e diagnosticar o grau de ansiedade em relação à anestesia, o profissional pode receitar remédios no pré-operatório e também administrar uma medicação préanestésica, para que o paciente já chegue dormindo e não lembre sequer de ter entrado na sala de cirurgia.”Aos poucos, a maioria dos pacientes vão se acalmando, relaxando e com o efeito da medicação pré-anestésica, eles entram muito bem na sala de cirurgia”, finaliza a anestesista.









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