9

Gastroplastia x Alimentação: o que mudou

Cirurgia Bariátrica

Quando resolvi me submeter à gastroplastia, tinha plena consciência que muita coisa mudaria, principalmente no quesito alimentação.

Fui me preparando dia a dia, pesquisando informações, lendo livros, conversando com amigos que se submeteram à gastroplastia e por fim, fui à nutricionista levando todas as minhas dúvidas e querendo saber o que era ou não lenda. Sim, porque elas existem!

Não vou ser hipócrita e dizer que minha alimentação era saudável, porque não era.  Aliás, a maioria dos obesos que conheço, diz que a alimentação é ‘normal‘.

Entendo que algumas pessoas chegam à obesidade mórbida não porque querem, até porque acredito que ninguém deseje ser obeso, mas por doenças que vão se associando ao longo do tempo.  Mas sei que existem pessoas que se escondem atrás da obesidade para não viver, porque tudo passa ser uma desculpa para deixar de fazer alguma coisa.
No meu caso, alguns fatores contribuíram para atingir 145kg, o pico do meu peso: ansiedade, disfunção na glândula da tireóide (tomo medicamento para controle até hoje e ela já está normalizada), má alimentação e genética.
Enquanto obesa, achava a alimentação ‘politicamente correta’ um porre, admito! Sofria por ver alguém comendo alface, tomates, carne grelhada, frutas. O que tinha de ruim comer ‘direito‘ (leia-se, exageradamente)? A minha infância não era recheada de doces, biscoitos ou balas, pelo contrário, dificilmente se comprava esses produtos para dentro de casa. Comia, às vezes, na escola ou na casa de colegas. Hoje analisando bem, percebo que o erro foi a quantidade e qualidade. Esses dois nunca andaram de mãos dadas nas minhas refeições. Sempre havia muita massa, as refeições eram sempre muito fartas e comia quantas vezes achasse necessário para me saciar.

Após a gastroplastia em março de 2007, descobri um mundo completamente novo e me adaptei muito bem à ele. Percebi que meu paladar mudou! Alimentos que não tinha o hábito de comer, como por exemplo a couve, agrião, espinafre, alface e quiabo, hoje como e gosto demais! Atualmente, sou apaixonada por couve e alface, não abro mão! Depois de um tempo, parece que o corpo pede esses alimentos, para poder lidar melhor com as baixas dos nutrientes.

É frequente perguntas do tipo: “Você consegue comer arroz?“, “Você consegue comer carne?“, “Você passa fome?“. Como se pra comer esses alimentos existisse alguma dificuldade. Como arroz, pão, carne e não passo fome, aliás, nunca passei.

A minha opinião é que existem pessoas que apresentam dificuldades para ingerir alguns alimentos, isso é fato. Porém, há aquelas que se mostram despreparadas para todo esse processo que envolve a gastroplastia (porque não se engane, é preciso estar MUITO preparado para se submeter à redução de estômago!) . Algumas pessoas se negam a comer carne, pães e outros alimentos pois alegam que passam mal. Será que a mastigação foi feita de forma adequada? O ideal é comer sem pressa, mastigar MUITO, porque se o alimento descer em pedaços, pode contar que acontecerão entalos e vômitos. Por isso a primeira opção é deixar de comê-los, porque é mais fácil DESISTIR do que fazer BEM FEITO.

Pensam que é fácil contratar um cirurgião, fazer uma cirurgia, chegar em casa e tomar 1litro de suco de pêssego, num estômago que cabe em média 50 a 100ml, como foi o caso do Chiquinho Scarpa, que comentei neste post, que já foi re-operado 3 vezes, para limpar a cavidade abdominal devido aos grampos terem se rompido após a bebedeira.

Se eu entalo? Claro! Mas confesso que é bem pouco. Normalmente quando estou com pressa ou assistindo televisão… O erro está aí: perder o foco. Durante as refeições o foco tem que ser exclusivamente a comida, por isso, evite conversas, ambientes tumultuados, televisão. A minha dificuldade é com frango: pode ser na chapa, cozido, assado, na sopa… eu sempre entalo! Por isso, sempre procuro mastigar 2x mais quando tem frango no prato. Parece que a textura fica um pouco diferente, mais seca.

Atualmente, a minha alimentação é normal e como de tudo, tudo mesmo! Segundo a Dra. Maria Clara, minha nutricionista, a quantidade atualmente está adequada, cerca de 200gr, no almoço/jantar.

Faço 6 refeições por dia:

Café da manhã - prefiro priorizar com frutas e quando não as tenho, como pães.

Lanche da manhã - tomo iogurte ou gelatina.

Almoço - como carboidratos + legumes + verduras.

Lanche da tarde - fruta (normalmente como1 banana ou 1 maçã ou 1/2 mamão pequeno)

Jantar - Proteínas + salada

Ceia - biscoito água e sal + suco/chá

Claro que tem dias que caio de boca em alguma besteira ou como mais do que deveria. Mas procuro não me restringir, se tenho vontade de comer chocolate, por exemplo, vou lá e como na boa, sem culpa. Vivo na Lei da Compensação: se comi uma barra de chocolate (e tive dumping, isso é certo!..hehehe), na proxima refeição ou no dia seguinte, sigo a risca o meu cardápio e procuro não exagerar durante a semana.

Comer de tudo não faz mal, o que faz mal é a QUANTIDADE EXAGERADA.

Sugestão de post:  Joyce (http://joy-mudandodevida.blogspot.com)

Fundadora do MagraEmergente.com, ex-obesa mórbida, tendo emagrecido mais de 85kg após cirurgia de redução de estômago.

9 Comentários para “Gastroplastia x Alimentação: o que mudou”
  1. Adriana de Jesus comentou:
  2. Ingrith comentou:
  3. --Jóy--MUDANDO DE VIDA... GASTRO EM BREVE!! comentou:
  4. Adriana (Natal-RN) comentou:
  5. isabel comentou:
  6. Bia comentou:
  7. wanessa comentou:
  8. Fabiana I. C. Mello comentou:
  9. Helen comentou:

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *