Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica apresenta riscos e complicações que dependem da técnica escolhida. Somando-se técnicas avançadas, a cirurgiões competentes e capacitados, mais a escolha de um hospital de referência, com todo o suporte necessário para o procedimento, a taxa de complicação e mortalidade é baixa.  A obesidade por si só constitui risco.

    1. Náusea e vômito;
    2. Fístula (vazamento do conteúdo do estômago ou do intestino para a cavidade do abdômen ou pele); O grampeamento do estômago leva consigo o risco de rompimento da linha do grampo, que pode resultar em vazamento e /ou infecção grave (Fístulas). Isso pode exigir uma hospitalização prolongada com tratamento antibiótico e /ou operações adicionais;

O rompimento da linha do grampo também pode causar ganho de peso de longo prazo.

    1. Embolia pulmonar (coágulo no pulmão);
    2. Infecção;

Pneumonia
Atelectasia (colabamentos da base dos pulmões);
Sangramentos;
Hérnias;
Distúrbios nutricionais;
Alterações psicológicas;

A banda ou anel aplicado pode causar complicações de obstrução ou perfuração, requerendo  intervenção cirúrgica;

Há um risco de a bolsa esticar ou a banda ou anel romper ou migrar na saída da bolsa, permitindo assim que os pacientes comam excessivamente;

Como em todas as cirurgias para perda de peso, uma nova internação pode ser necessária para reposição de líquidos ou suporte nutricional, se houver vômito em excesso e a ingestão adequada de alimentos não puder ser mantida;

Inchaço abdominal e evacuação fétida ou gases podem ocorrer;

Monitoramento rigoroso e vitalício quanto à má nutrição de proteína, anemia e doença óssea é recomendado;

Em algumas técnicas é necessário um complemento vitamínico vitalício. Em geral, observou-se que se as instruções de alimentação e complemento vitamínico não forem rigorosamente seguidas, 25% dos pacientes desenvolverão problemas que precisarão de tratamento;

As mudanças na estrutura intestinal podem resultar no aumento do risco de formação de cálculo biliar e necessidade de remoção da vesícula biliar;

O redirecionamento dos sucos biliares e pancreáticos, bem como de outros sucos digestivos, para fora do estômago pode causar irritação intestinal e úlceras;

Quando o duodeno é desviado, a má absorção de ferro e cálcio pode resultar na redução do total de ferro do organismo e uma predisposição para anemia por deficiência de ferro;

Mulheres já em risco de osteoporose, que pode ocorrer após a menopausa, devem estar conscientes do potencial para perda intensificada de cálcio no osso;

Pode ocorrer anemia crônica, devido à deficiência de Vitamina B12. O problema geralmente pode ser tratado suplemento de B12;

Uma condição conhecida como, “síndrome do esvaziamento rápido” ou “síndrome de dumping”, pode ocorrer como resultado do rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado. Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces, após a cirurgia;

A parte desviada do estômago, duodeno e segmentos do intestino delgado não pode ser facilmente visualizada, usando um raios-x ou endoscopia, caso ocorram problemas como úlceras, hemorragias ou malignidade.

  1. Risco de morrer.

FONTE: Dr. Issac Walker